Petrópolis Sob Lentes

Um blog sobre lentes dotadas de memória e história

A fotografia nos faz olhar para todos os nossos lados, inclusive o de dentro.                                                                                                            Lina Marano

Restaurante Paulista: onde o horário era pautado pelo cardápio

Pautado pelo cardápio, era pelo Restaurante Paulista que se regulava o horário. E se às 10 saía a aclamada empadinha, era sinal de que estava na hora de dar aquela saidinha. Na fila, fregueses ávidos por cheiros e temperos caseiros. Extenso e diversificado, era o menu o também responsável por nortear o freguês de volta às raízes.

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Os irresistíveis encantos do Tarrafa’s

A venda não era de pescados, mas uma vez entregue aos encantos do Tarrafa’s, dificilmente escapava-se da rede. Palco de apresentações, imitações e boas recordações, o ambiente fazia jus ao título de casa dos grandes espetáculos. Afinal, mesmo quando os shows eram tidos como concluídos, as amizades que deles surgiam, permaneciam.

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A Colegial: a papelaria dos uniformes

Contrário ao significado da palavra, de uniformes os trajes não tinham nada. Ainda que, à primeira vista, os fios seguissem um padrão, quando observados de perto se mostravam extensão da formação de quem o vestia. Detalhadas, as peças vendidas na Colegial eram notadas por dizer sem falar.

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Móveis Martins Filho: entre pais e filhos

Fundamentada em anéis, pode-se dizer que para estimar a idade da loja e do que saía dela, bastava analisar a formação tanto dos anéis de crescimento na madeira dos móveis, quanto das alianças entre funcionários. Na Martins Filho e, em família, crescia-se e fortalecia-se em contato com aquilo que a mão e o coração é quem faz.

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Moageira: do grão à base do pão

Descarregar, selecionar, purificar. De tanto observar, ainda que o expediente fosse dado como terminado, os funcionários da moageira abriam suas próprias comportas e faziam a fragmentação e a classificação de suas partes. Se depois de modificados os grãos mantinham seu real valor, o que os impedia de fazer o mesmo?

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Casa Cury: das compras triviais às mais especiais

Com um vasto leque de mercadorias, o cliente saía coberto, da cabeça aos pés, de aquisições e da certeza de que, ao mesmo tempo em que depositava dinheiro, depositava também confiança num dos principais magazines que priorizava a manutenção das relações. Na Casa Cury, o carinho se fazia caminho para a qualidade e a fidelidade.

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Casa Nova: a loja que lançou e virou moda

A intenção era estar nas alturas, e assim o fez. Piloto do próprio negócio, o senhor Tito Fiani constatou que a visão mais bela é aquela obtida de cima. Tendo transcendido os horizontes do conhecido, alçou altos voos e prosperou com a Casa Nova, sinônimo de inovação para cada nova geração.

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Produtos Alimentícios James: porções que ecoaram emoções

Os ponteiros do relógio avançaram, as portas da fábrica se fecharam e as mais belas recordações reverberaram. Carismático e emblemático, pode-se dizer que o negócio perpetuou os produtos James como sinônimo da época em que o comércio petropolitano, de tanto que escoava, ambicionava e emocionava.

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Banca do senhor Caruso: em vantagem com a melhor bagagem

Se com movimento a todo momento as estações eram sinônimo de novas sensações, pode-se dizer que, em Petrópolis, o astral do passageiro era ditado por uma banca de jornal. Afinal, aconselhado e encorajado pelo senhor Fedele Caruso, o viajante decidia e definia as linguagens e mensagens que carregaria na bagagem.

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Mafagafos: ninho de quem para lá voou e pousou

Longe de ser gaiola, de raminho em raminho o coração fazia ninho onde, sem exceções, se estreitavam as relações. Em família e inconscientes das proporções que o negócio tomaria, neste ninho de mafagafos, quatro mafagafinhos consolidaram um espaço que cativava e fazia com que, mesmo quem pudesse voar, escolhesse pousar e ali ficar. 

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