Tragédia em Petrópolis: 1965 x 2022; vídeo evidencia semelhanças entre cenários

Petrópolis viveu grandes tragédias em 1965, 1988, 2011 e, agora, em 2022. Já descrita como a maior tragédia da história do município, a tempestade que arruinou a cidade na última terça (15) fez do Centro irreconhecível e de tudo o que conhecemos de Petrópolis também. Quantas famílias, vidas e histórias se foram. Impossível descrever tudo aquilo que temos visto, vivido e ouvido.

Confira, abaixo, o comparativo em vídeo das imagens feitas em 1965 com as gravadas em 2022, quase 60 anos depois:

Quando se fala em passado, há muitos momentos para os quais gostaríamos de voltar, mas não neste caso. Reviver uma narrativa como essa nos traz um sentimento devastador. Orem por Petrópolis, pelas famílias afetadas e, se possível, ajudem. Dentre as dezenas de iniciativas criadas, é possível contribuir com doações ou PIX para o projeto SOSerra – (24) 99303-8885 – ou então colaborar com a vaquinha criada pela página Razões para Acreditar.

Até o momento, já foram doados R$ 449 mil à causa pela arrecadação online do site Razões para Acreditar – o maior portal de conteúdo positivo do país. É possível contribuir com R$ 25, R$ 50, R$ 80, R$ 100, R$ 150, R$ 200 ou valores não pré-definidos.

Sobre o Acervo Cinematográfico César Nunes

Sediado em Petrópolis, o Acervo Cinematográfico César Nunes é o único do interior do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 1.800 filmes que compreendem o período de 1940 a 1985. E apesar de sua importância cultural e histórica na cidade e fora dela, o acervo tem sofrido com a falta de estrutura e de suporte financeiro, colocando em risco fragmentos da memória local, regional e, às vezes, até nacional.

Acesse www.acervocesarnunes.com.br para fazer sua doação (a partir de R$ 7) e ajudar Márcio Nunes, neto do pioneiro da cinematografia, a promover o armazenamento devido e a digitalização dos filmes.

Carolina Freitas

Jornalista e escritora, Carolina Freitas se dedica ao resgate e à valorização da memória petropolitana a partir da produção de reportagens e curtas-metragens sobre a história, o comércio, e a vida da cidade.

7 Comments

  1. As tragédias pluviométricas em Petrópolis são muito antigas e as consequências são maiores pelo crescimento populacional da Cidade. Atualmente, uma das medidas mais urgentes é o aumento das sirenes em boa parte dos bairros para se tentar amenizar as consequências dos deslizamentos . Uma política habitacional a longo prazo para que os moradores saiam das áreas de risco.

  2. A primeira tragédia que vi em Petrópolis foi quando o Bairro Floresta veio abaixo e meus avós moravam na Rua Silva Jardim. Lembro que eu ficava vendo aquelas pessoas carregando fogões, colchões e tudo que conseguiam salvar.
    Por mais que eu queira, essa imagem não sai da minha memória. E agora vejo amigos perdendo tudo que construíram durante boa parte da vida. É realmente muito triste ver tudo isso acontecendo na nossa linda cidade.

  3. Foi no dia 26/03/65- meu aniversário de um aninho, morávamos na barão do Rio Branco, moageira, aquilo tudo desceu, …. Triste… muito triste tudo isso

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