Comércio Antigo


Henry Kappaun via @fuiprarua

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Papelaria Pedro II e a marca da generosidade

Ao mesmo tempo em que o papel pautado conforta porque traz a garantia de um trajeto já pré-definido, é na imensidão do incerto que se encontra liberdade para criar. E foi justamente nela que dois portugueses fundaram, em Petrópolis, aquela que foi considerada a maior indústria de fabricação de cadernos da América Latina: a Papelaria Pedro II.

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Fagam e a produção do fio da sinergia

Os turnos eram três e o quadro de funcionários somava mais de 500 deles. Com o ritmo ditado pelo maquinário, coube aos colaboradores, contudo, garantir que o coração de ferro da fábrica pulsasse na mesma sintonia em cada um deles. Na torção do algodão ou na torcida por seu sucesso, foi na base do fio que a Fagam cresceu e escreveu sua história.

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Company e o C da conquista

Inicial comum a Carlos, Carina, Caetano e Carolina, nos anos 80 e 90, contudo, só havia lugar para um ‘C’ no coração dos jovens: o de Company. Termômetro social da juventude, a marca era vestida com a mesma devoção de quem, num pingente com a letra do amado, carrega junto ao peito o lembrete de uma conquista.

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Maneco: reflexo de um negociante sem igual

Dotado de uma versatilidade sem precedentes, foi como feirante que o empreendedor Manoel da Costa Frias Sobrinho aprendeu a arte do cálculo. O matemático também, mas principalmente aquele que diz respeito ao lucro que vem a partir da aceitação de riscos que o tornaram, aos 40 anos de idade, um dos mais respeitados comerciantes da cidade.

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Exodus: rito de passagem e satisfação

Especializada na venda de presentes, nem mesmo o encerramento das atividades da loja foi capaz de fazer com que ela abandonasse sua essência: a de fazer e ser lembrada. Após 43 anos ininterruptos de serviços prestados à cidade, a Exodus se mostrou, de fato, rito de passagem, movimento e, sobretudo, satisfação.

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Sapataria Messa e o convite à apreciação

Nos grandes clássicos coragem e ternura são características intrínsecas a personagens de destaque. Em Petrópolis, houve um tempo em que eram três as sapatarias comandadas por italianos que, quase que como mosqueteiros, atuavam em defesa do ramo de calçados. Indissociáveis eram eles os Borzino, Schettini e Messa.

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Casas da Banha: de onde vinha a alegria

Foi nos anos 90 que a gordura animal deixou as prateleiras e as Casas da Banha, por sua vez, saíram do mercado. De repente, a crença era a de que o produto poderia ser prejudicial à saúde cardiovascular. Hoje reincorporado à rotina, ao menos entre a família “CB” nunca houve dúvida: se o elemento atuou sob o coração foi para fortalecê-lo.

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Braseiro e a chama que não se deixou apagar

Principal instrumento no preparo dos medalhões da casa, era o Braseiro responsável por derreter o queijo, quebrar o gelo e temperar a noitada da freguesia, que até o dia viu raiar por lá. Movimentado, o ambiente se firmou como aquele em que a noite não terminou e cuja chama nunca cessou.

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Leiteria Central e o legado perpetuado por dona Mazza

Tempo e sorvete escorrem pelas mãos. Com densidades diferentes, alguns fatores levam a crer, contudo, que, tanto num caso, quanto no outro, é a naturalidade com que o processo é conduzido que determina sua consistência. Suaves, sem perder a solidez, eram tempo e sorvete dentro da Leiteria Central.

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Lanchonete Freddy: sucesso de audiência

A juventude petropolitana não vivia na Idade da Pedra, mas ainda assim foi capaz de identificar semelhanças entre a cidade fictícia de Bedrock e Petrópolis. Se na primeira havia Fred, dos Flintstones; na segunda pairava a expectativa de que uma lanchonete chamada Flins abrisse. Na mesma calçada existiriam, então, Freddy, Flins e Toni’s.

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